quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O mestre grilo responde

Pergunta do pupilo em vermelho:
E aí "Master of the nerds", concorda com este post? http://hitnarede.com/2008/11/shit-happens-musica-boa-clipe-ruim/

Respondo em azul:
Jovem gafanhoto (gosto da analogia, ainda mais que, na ponta do lápis, você é mais velho que eu), minha opinião é esta: acho uma asneira.
Penso que espera mais que uma sentença seca, se estou enganado, não precisa ler/ver o que segue. Repito a resposta acima só que mais elaborada.
Primeiro ponto, é polêmica vazia, e pior, vazia e preguiçosa, o sujeito só elencou 3 VÍDEOS para sua tese. Escrever um texto divertido exige esforço e bagagem cultural. Para comparação veja 2 listas que li recentemente (infelizmente, ambas em inglês), 18 cenas difíceis de ver, e os 50 maiores vilões da literatura. Neste último, poder-se-ia dizer que a escolha do primeiro lugar é óbvia, mas a fonte pinçada, revela a classe da seleção; enquanto na primeira lista, levou-se em conta não apenas a violência, mas o absurdo também, como a esnobada de Hugh Grant dá em Julia Roberts em Nothing Hill.
Segundo: para Cler Oliveira, uma música boa, dificilmente terá um clip bom, até é razoável a conclusão, só que o contexto correto é, mais raro ainda será que uma música ruim consiga um clip digno. E o conceito dele para música legal é para lá de largo, não? Take That!? Bon Jovi!!??
O U2 entrou na roda. Aí temos uma divergência frontal, para começo de conversa acho as capas do grupo muito acima da média, as de Achtung Baby! e Zooropa são espetaculares, se prestar atenção, é possível rastrear as influências dos álbuns pela arte estampada.


Não morro de amores pela a de All That You Can't Leave Behind, lembra mais um anúncio de revista do tipo Variety, mas é de inegável bom gosto!


Começando a falar sobre videoclips, na mesma linha de Stuck In A Moment (o qual gosto, registre-se), o clip com "lirismo" e "mensagem", o belo Walk On:


Que tal este em que Mary J. Blige canta One, acompanhada dos irlandeses. Ela e a banda, tocando num palco, filmado em preto-e-branco. Não precisa de mais nada!


E quanto a Window In The Skies, onde (mal) aparecem integrados na multidão, é absolutamente certeira na empatia com qualquer um que já se emocionou com música, qualquer música, e venhamos e convenhamos, juntando David Bowie, Frank Zappa, Vladimir Horowitz, Nat King Cole, Frank Sinatra, não tem como dar errado.


Nada mal para quem só dá bola fora, na ótica do Cler Oliveira.
E qual o problema como clip com historinha? Irreplaceable da Beyoncé leva zero em criatividade, e daí? Continua muito divertido.


O mesmo vale por exemplo, com James Morrison em Wonderful World.


O arremate final é com o Duo do qual nunca ouvi uma música ruim, e clip meia-boca, THE WHITE STRIPES.
Conquest:


Fell In Love With A Girl:


Concluindo com a soberba, Seven Nation Army:

sábado, 1 de novembro de 2008

Como o Dr. House tornou minha vida senão menos miserável, mais divertida: CENA I

-Tu não vai se aprontar para o aniversário do G.?
-Eu não vou.
-Como não vai? Por quê?
-Ele não me mandou o convite.
-O G. só tem um ano.
-E também não vai se incomodar se eu não for.
-Mas tu tem que ir...
-Por quê?
-Toda comida daqui foi mandada para a festa, e a C. vai ficar magoada...
-Então: ela ficaria menos insultada se eu aparecesse lá apenas para comer, do que se eu simplesmente não ir?
[suspiro]-Eu trago um pratinho mais tarde.
-Acho bom. Mas não precisa ser logo, não quero que você perca nada dessa festa.
-Idiota!!

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Now playing: The White Stripes - The Hardest Button to Button
via FoxyTunes

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Uma nova frente de trabalho (hehe!) na internet (Bwahahahahaha!!)

Este blog me faz sentir como Grady Tripp, personagem de Michael Douglas em Garotos Incríveis (Wonder Boys, Estados Unidos, 2000). Ele está há dez anos escrevendo um livro, que já tem mais de duas mil páginas e sem vislumbrar um final. Tenho vários posts que vão se acumulando no arquivo, que não sabendo bem como fechá-los, aliado a compulsivas revisões acabam encostados. Um deles me assombra a uma semana e meia, fala sobre as eleições de agora no final de semana, mas sempre estou reescrevendo, juntando novos fatos e sabe-se lá quando ele verá a luz do dia, embora deva fazer um esforço concentrado para fechá-lo até sexta próxima.
Curioso é que não estou exatamente decepcionado com o blog, imaginar os posts, edita-los, jogar-los fora, começar de novo me vem ajudando enormemente a raciocionar melhor, organizar idéias, ser um prepotente arrogante um pouco menos pedante, com alguma fração de pensamento que se salva.
O que se perde é a sacada, o mote, o tempo da piada, como as charges que tem uma urgência e precisam ser divulgadas no calor da hora, nesse sentimento é que decidi criar uma conta no Twitter. A desencanação do "o que você está fazendo" em 140 caracteres me anima, já que sempre fui fã de mestres do aforismo (e da ironia) como Voltaire, Oscar Wilde e H. L. Mencken.
A busca por um texto inteligente e bem humorado continua, mas enquanto neste espaço tentarei resgatar um espírito mais reflexivo, analítico; lá teremos algo mais factual, declaradamente leve, no sentido que Ítalo Calvino definia, sem deméritos na "literatura ligeira".
Os parcos leitores daqui, estão convidados a visitar-me também no endereço twitter.com/alexmelo. Divirtam-se pois é o que estou fazendo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Tomara que pelos menos alguém esteja se divertindo com isso

Na propaganda eleitoral na televisão hoje, uma candidata a vereadora se comprometeu a obrigar a Prefeitura de Fortaleza assinar as carteiras profissionais de carteiros, e lutar para que os Correios (que não custa esclarescer é uma empresa federal, sem ligação com o poder municipal) façam mais concursos para o cargo ???!!!

sábado, 9 de agosto de 2008

Jogando para a platéia

Não importa o preço do barril de petróleo, o taxa de juros do Tesouro Americano ou a SELIC no Brasil, o índice BOVESPA; sempre foi um bom negócio ludibriar a platéia, e disso a cúpula da REDE RECORD sabe muito bem (e mais não falo, pelo risco de sofrer um processo).
Neste domingo a RECORD divulga que exibirá no TELA MÁXIMA, Mr Bean - Um Agente Muito Louco. Relevando essa cretinice do subtítulo, tem um outro problema, o Mr. Bean não está no filme. Ok, o filme é com seu intérprete, Rowan Atkinson, tem os mesmos trejeitos, só que desta vez o personagem, que dá nome ao filme no original (e inclusive ao DVD, pode procurar) é Johnny English.
O cartaz é tirado do site da emissora, que nem se deu o trabalho de editá-lo.
A RECORD que vem copiando tão descaradamente a GLOBO para alavancar sua audiência, como aluna aplicada repete a tradição da "Vênus Platinada" da manipulação de informação. Parabéns!!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O fim da civilização como a conhecemos

Então você tem uma sessão de filmes nomeada de CINE BELAS ARTES, e você agenda para apresentar logo a adaptação live-action do Scooby-Doo, que aliás é mais fraco que a continuação.
Não é sacanagem, confira no link.
E olha que o SBT tem o catálogo dos filmes de Stanley Kubrick, Michael Mann, os últimos deMartin Scorcese (menos Gangues de Nova York).